Um cão velho, com um olhar
cansado, andando pela rua entrou em meu jardim. Eu pude ver, pela coleira e
pelo seu pelo brilhante, que ele era bem alimentado e bem cuidado.
Ele andou calmamente até mim e
eu o agradei. Então, ele me seguiu e entrou em minha casa. Passou pela sala,
entrou no corredor, deitou-se em um cantinho e dormiu...
Uma hora depois, ele foi para a porta
e eu o deixei sair. No dia seguinte, ele voltou, fez "festinha" para
mim no jardim, entrou em minha casa e, novamente, dormiu por uma hora no
cantinho do corredor. Isso se repetiu por várias semanas. Curioso, coloquei um
bilhete em sua coleira: "Gostaria de saber quem é o dono deste
lindo e amável cachorro, e perguntar se você sabe que ele vem até a minha casa
todas as tardes para tirar uma soneca".
No dia seguinte, ele chegou para sua habitual soneca, com um outro bilhete
na coleira:
"Ele mora em uma casa
com 6 crianças, 2 das quais têm menos de 3 anos. Provavelmente, ele está
tentando descansar um pouco. Posso ir com ele amanhã? Eu sou a mãe
exausta!"...
(Sueli Simas)

